Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis <p>A&nbsp;<strong>Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia</strong>&nbsp;(ISSN: 1984-8900) é uma revista eletrônica acadêmica de Filosofia que tem por missão&nbsp;publicar e divulgar pesquisas&nbsp;na área de Filosofia de pós-graduandos a partir de um criterioso processo de avaliação. Surgiu em 2009 da iniciativa conjunta dos pós-graduandos em Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus de Marília-SP. &nbsp;A Revista tem&nbsp;apoio do Departamento de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unesp de Marília. Na avaliação Qualis CAPES Quadriênio 2013-2016 recebeu&nbsp;Qualis B2 em Filosofia.&nbsp; &nbsp;</p> pt-BR Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia 1984-8900 Editorial http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9150 <p>Temos o prazer de apresentar mais um número da Revista Kínesis – Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia: o volume 11, número 28. O presente número conta com 20 artigos sobre diferentes temáticas de investigação filosófica.</p> Rafael dos Reis FERREIRA João Antonio de MORAES Pedro Bravo de SOUZA Nathália Cristina Alves PANTALEÃO Yago Antonio de Oliveira MORAIS Júlio César Rodrigues da COSTA ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 GÊNERO NAS AULAS DE FILOSOFIA DO ENSINO MÉDIO: ANÁLISE DE UM LIVRO DIDÁTICO http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9128 <p>O presente artigo busca investigar como a temática de gênero pode ser inserida em um currículo em Filosofia, como parte de uma política pública de combate a violência contra mulheres. Seguindo os passos de Clarissa Castro (2016), analisou-se a mais recente edição de um livro didático popular, Filosofando: Introdução à Filosofia, escrito por Maria Lúcia Aranha e Maria Helena Martins e que constou no Plano Nacional do Livro Didático na última década. Seguindo o diagnóstico de Castro, percebe-se uma desproporção muito grande entre autores e autoras e as questões de gênero são tratadas como não filosóficas. O texto termina apontando a necessidade de produção de materiais didáticos complementares para auxiliar o(a) professor(a) a abordar o assunto em sala de aula.</p> Alice de Barros GABRIEL (UNB) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 1 14 CATÁLISE PARA MUDANÇA SOCIAL QUALITATIVA OU EFEITO DESCIVILIZADOR? O ESTATUTO DOS MOVIMENTOS ESTUDANTIL E EXTRAPARLAMENTAR EM HERBERT MARCUSE E NORBERT ELIAS http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9129 <p>Análise do estatuto do movimento estudantil de acordo com Herbert Marcuse e Norbert Elias: estudantes engajados, em países centrais do capitalismo, empreenderam movimentos, durante a segunda metade do século XX, caracterizados por oposição à ordem estabelecida e desejo de transformá-la. O presente artigo aborda o tratamento que os dois autores dispensaram à questão e interroga os alcances e limites de seus diagnósticos: para o primeiro pensador, o apanágio do ativismo estudantil está na catalisação, aglutinação e mobilização de agentes da mudança social qualitativa mediante a práxis revolucionária; na Teoria Crítica do filósofo frankfurtiano, há juízo afirmativo em relação aos movimentos e negativo em relação ao status quo. Para o segundo, a característica dos movimentos extraparlamentares é pensada como parte de um surto descivilizatório que frearia, por algum tempo, o movimento de longo prazo, peculiar ao Ocidente moderno, que transforma a coerção externa em interna e edifica uma estrutura de personalidade civilizada; na Sociologia de processos do autor, há juízo negativo em relação a movimentos extraparlamentares.</p> Anderson Alves ESTEVES (IFSP - Itaquaquecetuba) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 15 37 UM CASO EXEMPLAR DE IDEOLOGIA CIENTÍFICA NO SÉCULO XX: O BEHAVIORISMO RADICAL DE B.F. SKINNER http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9131 <p>Ao final de sua obra, entre as décadas de 1960-1970, Georges Canguilhem cunhou o termo “ideologia científica” para designar certos saberes que reivindicam para si o estatuto de cientificidade, mas que apenas emprestam modelos científicos de outras áreas e as degeneram, desviando-lhes a finalidade para servirem a ideologias sociais, políticas ou econômicas. Em 1956, Canguilhem já havia desferido seu ataque ao behaviorismo, mas a obra de Skinner ainda não era de seu conhecimento. Apenas numa conferência de 1980 é que Canguilhem irá se referir ao behaviorismo radical e ao seu principal conceito, o de operante. Propomos reconhecer a inovação produzida por Skinner no âmbito do behaviorismo em toda a sua originalidade, mostrando contudo que ela dá continuidade ao projeto de Watson de conceber os seres vivos como funções derivadas do meio, o que ainda está circunscrito ao que Canguilhem denominou como uma “ideologia científica” com relação às ciências da vida.</p> Caio SOUTO (UEAP) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 38 56 A DISCUSSÃO SOBRE A DEMOCRACIA A PARTIR DE ERIC WEIL http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9132 <p>O tema da democracia resultou em considerações e propostas realistas, de democracia como método ou desenvolvimento. Para Weil, a democracia moderna é dotada de características que a diferenciam da sua concepção clássica. Conforme se passa de uma concepção democrática para outra, o que se espera do cidadão muda, bem como o modo como essa cidadania é encarada. Apresentando as características da democracia enquanto regime político moderno, busca-se nessa proposta de trabalho discutir brevemente algumas considerações weilianas a respeito do tema democrático. Nosso trabalho divide-se em três momentos. No primeiro, é discutido qual sistema de governo é compatível com a democracia. Em seguida, apresentamos alguns traços da democracia contemporânea. É discutida também a diferença entre a democracia antiga e moderna para Weil. Finalmente, levantamos algumas limitações e obstáculos para a democracia conforme nos apresenta Weil.</p> Daniel Benevides SOARES (FCF) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 57 75 MATERIALISMO DIALÉTICO E FINITUDE ONTOLÓGICA EM SLAVOJ ŽIŽEK: DA PARALAXE KANTIANA À PARALAXE HEGELIANA http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9133 <p>O presente texto desenvolve o conceito de materialismo dialético no pensamento de Slavoj Žižek radicalizando o aspecto da finitude humana em finitude ontológica. Para Žižek, isso corresponde à passagem de Kant a Hegel. Se, para Kant, a finitude está restrita à finitude humana mediada pelos limites transcendentais da razão pura, em Hegel essa finitude é transferida para a esfera ontológica. Nesse sentido, é preciso conceber as antinomias kantianas não como uma condição da própria subjetividade finita – no momento em que esta lida com o caráter dialético da razão – mas como uma limitação da própria realidade em si. Por essa razão, Žižek tende a se afastar da leitura idealista de Hegel para trazer à tona seu lado materialista – oculto ao olhar de uma certa tradição. Assim, o propósito da filosofia hegeliana, de acordo com Žižek, não consiste em superar Kant, mas apenas radicalizá-lo por meio de uma torção dialética puramente formal.</p> Fernando Facó de Assis FONSECA (UECE) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 76 96 O PREJUÍZO DA SEMIFORMAÇÃO E O COMPROMETIMENTO DA EXPERIÊNCIA FORMATIVA http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9134 <p>Este artigo aborda o processo que orientou o conceito de formação (Bildung) inserido no contexto do idealismo alemão, sobretudo na figura do filósofo Kant, que através de sua filosofia educacional contribuiu para consolidar o sentido de formação cultural (Bildung) até desembocar no que na contemporaneidade é definido por Adorno como semiformação (Halbbildung). A esperança de uma sociedade livre e justa que os filósofos racionalistas do idealismo alemão almejaram, não se realizou, como bem nos mostra Adorno ao fazer a crítica da semiformação, desvelando as contradições imanentes ao progresso da razão, porque na ânsia de uma razão instrumental que a tudo visa dominar, na realidade promove a opressão e destruição da experiência formativa, num processo que articula progresso e regressão à barbárie. A educação permeada pelos interesses de uma adequação do sujeito a ordem vigente, representa uma danificação formativa que coloca em xeque a experiência dos indivíduos, condicionando-os a desarticular os aspectos subjetivos que possibilitam a efetivação do caráter emancipatório da formação baseada na crítica da semiformação.</p> Gabriel Lujan PEREIRA (Unesp/Marília) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 97 113 RECONSTRUÇÃO NORMATIVA VS. PROCEDIMENTALISMO: A CRÍTICA DE AXEL HONNETH AO LIBERALISMO PROCEDIMENTAL http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9135 <p>A filosofia política contemporânea é, de certa forma, dominada por uma família de teorias que se valem de um procedimento hipotético como método de justificação normativa. O artigo pretende analisar a crítica do filósofo alemão Axel Honneth ao chamado “procedimentalismo” em teoria da justiça, bem como avaliar o método alternativo de justificação proposto pelo autor, a “reconstrução normativa”. As reclamações são divididas em três partes: critica-se a noção de justiça, o método de justificação e o escopo das teorias da justiça procedimentalistas, cada um destes recebendo uma proposta de reforma pelo<br>autor. Após a leitura dos textos de Axel Honneth, John Rawls — autor de Uma teoria da justiça, famoso por apresentar um dos mais conhecidos argumentos procedimentalistas — e Jürgen Habermas e Nancy Fraser, que elencam diferentes problemas para a “reconstrução normativa” de Honneth, levanta-se a suspeita de que embora a crítica de Honneth ao procedimentalismo e sua proposta de teoria sejam inicialmente plausíveis, elas só serão possíveis se abandonarmos algumas das restrições básicas da Filosofia Política para fazer o que o próprio autor chama de Filosofia Social.</p> Gustavo Oliva de OLIVEIRA (PUCRS) Thadeu WEBER (PUCRS) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 114 132 A EXTERIORIDADE DA MÁQUINA DE GUERRA EM MIL PLATÔS: UMA QUESTÃO DE MÉTODO http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9136 <p>Deleuze e Guattari em sua obra Mil Platôs utilizam o método axiomático geométrico para demonstrar a exterioridade da máquina de guerra em relação ao aparelho de Estado. O problema é que este método está diretamente relacionado à axiomática do capitalismo e aoaparelho de Estado e remete a exterioridade da máquina de guerra à interioridade do aparelho de Estado. Neste sentido, é importante pensar como a exterioridade da máquina de guerra pode ser demonstrada a partir deste método axiomático geométrico se, por fim, ele promove uma captura dela pelo aparelho de Estado. Diante desta questão, é paradoxal a utilização deste método para a demonstração da exterioridade da máquina de guerra, mas ao analisarmos melhor esta questão percebe-se como, no fim, trata-se de fazer senão a máquina de guerra escapar a ele na medida em que a própria exterioridade dela impõe a este método proposições indecidíveis que constroem conexões revolucionárias contra as conjugações da axiomática geométrica do aparelho de Estado.</p> Jean Pierre Gomes FERREIRA (UECE) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 133 151 TEMPORALIDADE E DESEJO EM MERLEAU-PONTY http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9137 <p>Neste artigo, procuramos mostrar a articulação entre temporalidade e desejo no que diz respeito à Fenomenologia da percepção. Tentamos ainda explicitar como a intenção significativa ganha uma nova possibilidade de compreensão ao ser articulada à noção de desejo enquanto “carência que procura se preencher”. Ao invés de ser concebida como a recaída de Merleau-Ponty no intelectualismo, a intenção significativa revela-se como uma das possibilidades da própria temporalidade. Por fim, estabelecemos um possível paralelo entre Merleau-Ponty e o pensamento de R. Barbaras em relação às suas concepções do desejo.</p> Jeovane CAMARGO (UFSCar) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 152 169 EPISTEME COMO MODO DE DES-VELAMENTO: UM OLHAR A PARTIR DE MARTIN HEIDEGGER http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9138 <p>Nosso propósito é situar o que se convencionou chamar como “ciência”, a episteme do pensamento grego antigo. Como podemos situá-la em relação ao que em nossos dias denominamos igualmente “ciência”. Encontra-se a episteme grega aquém ou além do que entendemos como ciência? Ou, seria a episteme grega algo totalmente outro? Formulando ambas questões de modo mais sintético e claro: Qual é o estatuto da episteme antiga em relação à ciência moderna? Percorrendo as reflexões de Heidegger sobre Aristóteles, quanto os modos de desvelamento na Ética a Nicômaco e quanto aos graus de visão na Metafísica Livro Alpha, tentamos responder às questões propostas. Concluimos que a episteme não está nem aquém nem além da ciência, sendo totalmente outra que esta.</p> Murilo Cardoso de CASTRO João Cardoso de CASTRO ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 170 185 A INFLUÊNCIA DO ESTOICISMO NA FILOSOFIA DE FOUCAULT http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9140 <p>Este trabalho possui o objetivo de apresentar a ressonância da influência estóica no pensamento de Foucault. Reconhecendo a impossibilidade de se apresentar em um único artigo como tal influência se delineia de modo integral na obra foucaultiana, o escopo temático da presente pesquisa se estrutura mediante a análise de como o estoicismo, especialmente o de Sêneca e o de Epicteto, fornece fundamento para Foucault trabalhar, nas aulas 03 e 10 de março do curso de 1982, presentes na obra A Hermenêutica do Sujeito (2004), a relação entre duas figuras importantes a respeito da aproximação, do vínculo entre sujeito e verdade, quais sejam: o mestre e o discípulo. Considerando que o papel do primeiro seria o de comunicar o discurso verdadeiro e que o papel do segundo seria o de receber tal discurso, buscaremos apresentar, por um lado, a maneira como a comunicação do discurso verdadeiro deveria ser aplicada pelo mestre e, por outro, o modo como a escuta do discurso verdadeiro deveria ser aplicada pelo discípulo.</p> Kleys Jesuvina dos SANTOS (PUCPR) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 186 204 UMA GENEALOGIA DO CONCEITO DE INAPROPRIÁVEL A PARTIR DE AGAMBEN http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9141 <p>O objetivo deste artigo é propor uma compreensão do conceito de inapropriável em Agamben enquanto aplicado ao que se chamaria o uso do corpo do outro. Tem-se como ponto de referência o problema apresentado no capítulo 8 do livro “O uso dos corpos”, no qual Agamben refere-se à polêmica havida entre Husserl e Edith Stein com Theodor Lipps acerca da empatia. Como resultado do trabalho, obteve-se uma progressão coesa entre as ideias de Heidegger e Agamben sobre o inapropriável com as considerações de Husserl e Stein sobre a empatia. A conclusão demonstra que o caráter não primordial da experiência empática permite identificar o que é inapropriável no uso do corpo do outro.</p> Leandro BERTONCELLO (Unisinos) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 205 217 ENTRE O CÃO E O LOBO: A METÁFORA ANIMAL NA GESTÃO DO DESEJO EM A REPÚBLICA http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9142 <p>No presente ensaio propomos uma leitura das imagens do tirano-lobo (566a), presente no Livro VIII de A República, e do guardião idealizado à semelhança do cão de raça (375e, 376a), presente no Livro II, como metáforas fundamentais na compreensão do projeto éticopolítico&nbsp;platônico.</p> Maurício Sérgio Borba COSTA FILHO (UFPA) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 218 228 MICHEL FOUCAULT E A GESTÃO DA VIDA http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9143 <p>O presente texto visa mostrar a importância da relação entre o conceito de acontecimento e o de poder na filosofia de Michel Foucault, no sentido de ter uma problematização dessa relação que dê conta não apenas da necessidade de tratar o tema do “poder” através das “relações de poder”, como também do poder soberano e do biopoder, em suas duas facetas: a anátomo-política e a biopolítica. O resultado disso é o desenvolvimento cada vez mais sutil de uma arte de governar a vida, uma gestão da vida mais eficiente e funcional, incidindo sobre o indivíduo e a população em todos os sentidos. Para compreender melhor essa governamentalidade é preciso ter, com Foucault, uma visão histórica das formas de implementação das “relações de poder” nas sociedades desde a gestão do Estado moderno. Do poder soberano, no século XVII, ao biopoder a partir do final do século XIX, o que temos é uma sujeição do indivíduo e da espécie humana.</p> Miguel Ângelo Oliveira do CARMO (UFPB) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 229 241 UMA RESPOSTA INCOMPATIBILISTA AO PROBLEMA DO DETERMINISMO E DA RESPONSABILIDADE MORAL http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9144 <p>Tradicionalmente, a atribuição da responsabilidade moral depende de um compromisso com a existência do livre arbítrio, entendido de maneira bastante geral como “poder agir de outro modo”. No entanto, desde a publicação de Alternate Possibilities e Moral Responsibility por Harry G. Frankfurt em 1969, tal tese tem sido questionada e alguns filósofos argumentam que é possível atribuir responsabilidade moral mesmo se o determinismo for verdadeiro. A fim de responder a essa tentativa de conciliar a responsabilidade moral com o determinismo, Peter van Inwagen argumenta que o Princípio da Prevenção Possível - PPP demonstra que a existência da responsabilidade moral depende de um compromisso com uma tese metafísica do livre arbítrio. Assim, este artigo tem dois objetivos: por um lado, expor as posições compatibilistas e incompatibilistas sobre responsabilidade moral e determinismo defendidas por Frankfurt e van Inwagen e, por outro lado, apresentar a razão pela qual o não compromisso com uma noção metafísica de o livre arbítrio cria um problema ético. Assim, o artigo será dividido em quatro partes: na primeira parte, farei uma breve reconstrução do problema do compatibilismo entre livre-arbítrio e determinismo, do qual o problema da compatibilidade entre responsabilidade moral e determinismo é um subproblema; na segunda, apresentarei o argumento de Frankfurt, que deu origem à compatibilidade entre responsabilidade moral e determinismo; na terceira, vou expor o Princípio da Prevenção Possível - PPP formulado por Peter van Inwagen, como uma resposta incompatível à tese de Frankfurt; e, finalmente, justificarei porque o não compromisso com uma tese metafísica do livre-arbítrio tem implicações éticas.</p> Patricia FACHIN (Unisinos) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 242 262 A QUESTÃO DAS AFASIAS EM FREUD E BERGSON http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9145 <p>Pretende-se averiguar, neste artigo, em que medida as críticas elaboradas por Bergson contra o organicismo do século XIX – que se manifestou, por exemplo, nas teorias localizacionistas das patologias da linguagem – podem ser dirigidas também contra o livro de Freud sobre as afasias.</p> Paulo César RODRIGUES (Unesp/Marília) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 263 290 PATHOS E JULGAMENTO: UMA NOTA SOBRE RETÓRICA, 1378a21-221 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9146 <p>As emoções influenciam o modo como os seres humanos observam e julgam os eventos do Mundo. Cientes dessa relação entre sentir e julgar, os retóricos a têm explorado com o objetivo de, através das emoções, direcionar o julgamento do auditório em favor da tese por eles defendida. Em sua época, Aristóteles criticou a persuasão meramente emotiva em detrimento da argumentação persuasiva, apresentando, em sua Retórica, o uso técnico das emoções como argumentos persuasivos. Em face dessa perspectiva, pretende-se apresentar o uso das emoções como argumentos retóricos, segundo a Retórica. Nesse sentido, parte-se da concepção da retórica como techn?, com ênfase nas provas persuasivas, para, em seguida, expor como a relação entre sentir e julgar é utilizada pela retórica.</p> Saulo Bandeira de Oliveira MARQUES (UFPB) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 291 303 AS NOÇÕES DE RETIDÃO DA VONTADE E DE JUSTIÇA NO DE VERITATE DE SANTO ANSELMO http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9147 <p>O objetivo deste trabalho é tratar da noção de retidão da vontade no De veritate de Anselmo de Cantuária, bem como da íntima relação que existe entre retidão da vontade e a noção anselmiana de justiça. A obra De veritate tem o formato de diálogo entre mestre e discípulo e faz parte da chamada trilogia moral concernente ao estudo da Sagrada Escritura. Essa trilogia é formada pelos tratados De veritate, De libertate arbitrii e De casu diaboli. O primeiro tratado versa sobre alguns assuntos que serão determinantes para o seguimento dos outros dois diálogos, por exemplo, sobre a verdade, a retidão da vontade e sobre a justiça. Para tratarmos do objetivo deste artigo precisaremos abordar as noções de debere, retidão, retidão do pensamento, retidão da ação, então falaremos sobre a retidão da vontade e discorreremos detalhadamente sobre o capítulo XII do DV, que versa sobre a justiça.</p> Sérgio DEL'ARCO FILHO (Unesp/Marília) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 304 326 O REALISMO DE HILARY PUTNAM http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9148 <p>O seguinte artigo tem como objetivo fazer uma abordagem em torno da palestra 1, nomeada “A antinomia da razão”, da obra de Hilary Putnam Corda tripla: mente, corpo e mundo, no sentido de compreender a problemática sobre o realismo que o filósofo aborda nesta mesma obra. De início propomos uma breve passagem sobre as fases do realismo do autor, no intuito de melhor nos situarmos em seu texto, na intenção de evitarmos possíveis equívocos em relação a suas ideias, que ao longo de sua vida foram reformuladas. Teremos como principal metodologia a exegese da obra proposta de Putnam e de comentadores que abordam essa temática.</p> Suzana Oliveira de ALMEIDA (UFPI) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 327 336 SUJEITO, LIBERDADE E RESPONSABILIDADE EM NIETZSCHE: UMA REAVALIAÇÃO DO VALOR DOS VALORES http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/9149 <p>Este artigo tem como objetivo analisar como as concepções de sujeito, liberdade e responsabilidade são elencadas na obra Genealogia da Moral (1887), e de que maneira Nietzsche reconfigura essa discussão na modernidade. Para isso, apresentam-se duas abordagens: (1) que Nietzsche nega a liberdade, graças à impossibilidade de se ignorar os processos orgânicos por trás de todo e qualquer agente, (2) ao mesmo tempo em que levanta a possibilidade de encontrar uma liberdade fundamentada na genuína autonomia do homem criador nietzschiano, que aparecerá na obra sob a égide do “indivíduo soberano”. No primeiro momento, introduz-se a tese da Genealogia do Moral, que se compromete a reavaliar o valor dos valores que sustentam as concepções de sujeito, liberdade e responsabilidade na modernidade e os fenômenos morais e sua primazia. Na sequência, analisam-se as duas concepções de liberdade em Nietzsche, localizadas na primeira e segunda dissertação da Genealogia, além das concepções de culpa, má consciência e ascetismo. Por fim, busca-se apresentar como o filósofo não simplesmente inverte os polos da discussão acerca dos temas em questão, mas propõe uma saída que abrange o questionamento acerca do valor dos valores morais e da concepção de “indivíduo soberano”.</p> Thaise Dias ALVES (UFPR) ##submission.copyrightStatement## 2019-08-03 2019-08-03 11 28 337 350