Revista Novos Rumos http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos <p>A revista <em>Novos Rumos </em>é expressão político cultural do Instituto Astrojildo Pereira desde o início de 1986, quando começou a circular. A revista (assim como o IAP) passou por fases diversas, acompanhando o fluxo do tempo político e cultural, fazendo parte, na sua miudez, da contradição em processo no nosso tempo. Manteve sempre o objetivo de acompanhar, perscrutar e criticar os fundamentos do tempo presente, mas a partir de um campo cultural e de um ponto de vista teórico e metodológico bem delimitado, que é aquele que tem na obra Karl Marx e no projeto da emancipação humana a sua clara origem e referência. Uma rápida consulta às edições publicadas indica como a revista tem se dedicado a apresentar textos teóricos de qualidade, textos que enriquecem o conhecimento da história do marxismo e do movimento operário e revolucionário, textos que esclarecem a necessidade de se afirmar o trabalho como fundamento do ser social do homem, além de artigos de crítica do imperialismo atual, de critica cultural e outras.</p> Faculdade de Filosofia e Ciências pt-BR Revista Novos Rumos 0102-5864 Palavra do Editor http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9588 <p>A revista Novos Rumos é expressão político cultural do Instituto Astrojildo Pereira desde o início de 1986, quando começou a circular. A revista (assim como o IAP) passou por fases diversas, acompanhando o fluxo do tempo político e cultural, fazendo parte, na sua miudez, da contradição em processo no nosso tempo. Manteve sempre o objetivo de acompanhar, perscrutar e criticar os fundamentos do tempo presente, mas a partir de um campo cultural e de um ponto de vista teórico e metodológico bem delimitado, que é aquele que tem na obra Karl Marx e no projeto da emancipação humana a sua clara origem e referência. Uma rápida consulta às edições publicadas indica como a revista tem se dedicado a apresentar textos teóricos de qualidade, textos que enriquecem o conhecimento da história do marxismo e do movimento operário e revolucionário, textos que esclarecem a necessidade de se afirmar o trabalho como fundamento do ser social do homem, além de artigos de crítica do imperialismo atual, de critica cultural e outras. O mérito principal da qualidade que a revista exibiu na última década, cabe a toda a diretoria do IAP e ao conselho de redação, mas, principalmente e sem dúvida, ao editor Antonio Roberto Bertelli, que, em outro papel, continuará a colaborar com a revista.</p> Marcos Del Roio ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 7 8 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.01.p7 Lembranças revolucionárias de 1959: Revolução Cubana http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9640 <p>O segundo número de 2019 da Revista Novos Rumos (n.56, volume 2) faz referência à Revolução Cubana, sem dúvida a mais importante data revolucionária socialista da história da América Latina.&nbsp;</p> <p>A homenagem desta edição especial aos 60 anos da Revolução Cubana, com textos na Seção ClássicosDocumentos e os três textos da Seção Artigos, foi proposta e organizada por Paulo Douglas Barsotti (IAP-SP), Angélica Lovatto (Unesp) e Luiz Bernardo Pericás (USP). Portanto, na Seção I: Clássicos–Documentos apresentamos o artigo de 1926 de Julio Antonio Mella, “Glosas ao pensamento de José Martí: um livro que precisa ser escrito”. E na Seção Artigos, os três textos que têm como tema a revolucionária Cuba são mais dois artigos de Mella, de 1925 e 1927, respectivamente, a saber: “Imperialismo, tirania, soviete” e “A provocação imperialista aos sovietes”. E o longo e importantíssimo artigo de Isabel Monal, professora de filosofia da Universidade de La Habana e editora da Revista Marx Ahora, hoje com 88 anos e que vivenciou o processo revolucionário cubano desde sua juventude, “José Martí: do liberalismo ao democratismo anti-imperialista”.&nbsp;&nbsp;</p> Angélica Lovatto ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 9 10 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.02.p9 Conselho de Redação deste número: Angélica Lovatto, Leandro Galastri, Lucas Andreto, Luiz Bernardo Pericás, Marcos Del Roio, Paulo Douglas Barsotti, Ricardo Normanha. http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9595 Conselho de Redação ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 Glosas al pensamiento de José Martí. Un libro que debe escribirse http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9577 <p class="style5" style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"><span lang="ES-TRAD" style="color: black;">Nesta edição de homenagem aos 60 anos da Revolução Cubana, a organização da Seção Documentos é de Paulo Douglas Barsotti (FGV-SP e IAP-SP), Angélica Lovatto (Unesp) e Luiz Bernardo Pericás (USP). E inclui a primeira e segunda partes da Seção Artigos, com a publicação de texto da filósofa cubana Isabel Monal e dois textos do revolucionário cubano Julio Antonio Mella.</span></p> <p class="style5" style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"><span lang="ES-TRAD" style="color: black;">"Hace mucho tiempo que llevo en el pensamiento un libro sobre José Martí, libro que nhelaría poner en letras de imprenta. Puedo decir que ya está ese libro en mi memoria. Tanto lo he pensado, tanto lo he amado, que me parece un viejo libro leído en la adolescencia. Dos cosas han impedido realizar el ensueño. Primero: la falta de tiempo para las cosas del pensamiento. Se vive una época que hace considerar todo el tiempo corto para HACER". Julio Antonio Mella (1926)</span></p> Julio Antonio Mella ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 11 16 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.03.p11 Imperialismo, tirania, soviete http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9579 <p>Publicado originalmente com o título “Imperialismo, tiranía, soviet”, in <em>Venezuela Libre, </em>Havana, 1º de junho de 1925.&nbsp; Traduzido por Luiz Bernardo Pericás.&nbsp;</p> <p class="rodape">Recebido em 14-07-2019</p> <p class="rodape">Aprovado em 09-09-2019</p> <p>&nbsp;</p> Julio Antonio Mella ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 17 20 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.04.p17 A provocação imperialista aos sovietes http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9581 <p>Publicado originalmente in <em>El Machete, </em>No. 67, México, terceira semana de junho de 1927, págs. 1 e 2, e assinado com o pseudônimo Cuauhtémoc Zapata.&nbsp; Traduzido por Luiz Bernardo Pericás.&nbsp; &nbsp;&nbsp;</p> <p>"A União Soviética sofre um novo ataque. Primeiro foi a invasão armada dos exércitos imperialistas. Mais tarde, a proteção aos bandos de mercenários “brancos”. Hoje se aspira a acabar com a primeira república de trabalhadores e camponeses através de uma guerra internacional incitada pelos imperialistas. A era das provocações está em andamento. Em distintos países sucedem acontecimentos que obedecem a uma só consigna: a dos imperialistas (principalmente a Inglaterra do assustado Chamberlain)". (Julio Antonio Mella, 1927)&nbsp;&nbsp;</p> <p class="rodape">Recebido em 07-06-2019</p> <p class="rodape">Aprovado em 23-08-2019</p> Julio Antonio Mella ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 21 24 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.05.p21 José Martí: del liberalismo al democratismo antiimperialista http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9578 <p>José Martí, salvo de versos y una novela, no llegó nunca a escribir un libro. No obstante, su extensa y prolífica labor de prosista llena varios volúmenes. Las expresiones que dejó de su pensamiento político y social ha habido que rastrearlas, dispersas, a lo largo de crónicas, artículos, discursos, cartas, etcétera. Aún así, podría afirmarse, sin temor a exagerar, que cada tarea que el Maestro llevó a cabo estaba permeada por su concepción de los problemas vitales que enfrentaba el hombre de su época, especialmente el de las dos Américas; si bien el trazo de los rasgos de su ideario político y social no es tarea fácil, debido a lo inorgánico y copioso del material.</p> <p>Recebido em 23-06-2019</p> <p>Aprovado em 07-09-2019</p> Isabel Monal ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 25 48 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.06.p25 Marxismo e comunismo nos 200 anos do nascimento de Marx http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9582 <p>O artigo resume a última conferência de Domenico Losurdo, realizada na cidade de Ancona em abril de 2018. O conceito de mundialização da história, universalidade, moralidade e humanismo integral é posto em relação com o pensamento marxista e as lutas do movimento comunista que emergem a partir dele. Neste contexto um grande destaque é atribuído a autores como Lênin e Gramsci, que souberam desenvolver as formulações teórico-políticas de Marx e Engels sem remover o problema colonial e as demais lutas concretas que marcam a mundialização da história no século XX, como a luta contra a escravidão e pela libertação feminina. O marco histórico decisivo destas lutas é a Primeira Guerra Mundial e a Revolução de Outubro que se lhe seguiu e se afirmou na luta contra o projeto colonialista e de reintrodução da escravidão do nazifascismo na Europa Oriental. Por fim, recordando as atuais tentativas de retorno dos movimentos neofascistas e neonazistas, bem como as investidas coloniais ainda hoje existentes, o autor sustenta que a luta pela constituição do conceito de humanidade ainda não terminou.</p> <p class="rodape">Recebido em 13-06-2019</p> <p class="rodape">Aprovado em 12-10-2019</p> Domenico Losurdo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 49 58 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.07.p49 Interregno hegemônico? Uma avaliação sobre a hegemonia dos Estados Unidos a partir da análise das relações de força dos cadernos carcerários de Gramsci http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9583 <p>O objetivo deste texto é argumentar em prol da hipótese de que elementos conjunturais apontam inacuradamente um interregno hegemônico, perdendo de vista um processo histórico mais amplo que sustenta a manutenção da hegemonia norte-americana. A linha de argumento desenvolvida se vale de elementos da categoria de hegemonia e da análise das relações de força, ambas desenvolvidas por Antonio Gramsci, situando vários processos históricos em termos de uma revolução passiva. Tais referências buscam metodologicamente se diferenciar de análises que privilegiam aspectos conjunturais, ou de ênfase econômica, política, estatal ou uma perspectiva estritamente internacional. De forma alternativa, elas tentam situar a hegemonia em um processo histórico mais amplo em suas múltiplas dimensões, conectando organicamente as relações sociais fundamentais no nível nacional com o plano internacional. Nestes termos mencionados, uma breve análise busca situar em linhas gerais os processos históricos dos Estados Unidos e da China.</p> <p class="rodape">Recebido em 13-06-2019</p> <p class="rodape">Aprovado em 12-10-2019</p> Rodrigo Duarte Fernando dos Passos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 59 70 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.08.p59 Da soberania popular à accountability: as disputas sobre a definição de democracia e a política externa estadunidense http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9584 <p>O artigo discute a relação entre liberalismo e democracia em diferentes momentos históricos, comparando definições de democracia ao longo da História Contemporânea, a partir das Revoluções Francesa e Americana. Procura-se entender quais questões sociais centrais que estavam subjacentes às distintas definições de democracia, bem como os projetos políticos que informavam tais definições. Procura-se, essencialmente, mapear os pontos de virada no pensamento liberal sobre a democracia, com destaque para a visão procedimentalista de meados do século XX e para o debate dos anos 1990.</p> <p>Recebido em 12-08-2019</p> <p>Aprovado em 31-10-2019</p> Rejane Carolina Hoeveler ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 71 88 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.09.p71 O Problema Nacional na Guiana Francesa e a Luta pela Independência http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9585 <p>Durante a Segunda Guerra Mundial, a Guiana Francesa vivenciou dois tipos de alinhamento político. A partir de 1941, foi incorporada, enquanto colônia, a França colaboracionista, respondendo às ordens de Vichy. Em 1943, com as sucessivas vitórias da resistência, a derrota dos nazistas na União Soviética e o avanço dos aliados, sua população decidiu majoritariamente pela expulsão das autoridades e ao apoio a França livre, então comandada pelo General De Gaulle.</p> <p>Recebido em 23-08-2019</p> <p>Aprovado em 31-10-2019</p> Iuri Cavlak ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 89 98 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.10.p89 Trabalho e ação coletiva no Wall Mart Brasil http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9586 <p>O objetivo do artigo é analisar como a ação individual ou coletiva dos trabalhadores tem influenciado e resistido ao regime de trabalho existente nas lojas do Walmart no Brasil. Argumentamos que esse regime resulta de uma complexa articulação entre processos globais e arranjos que se consolidam nacionalmente e no local de trabalho. A partir de pesquisa de campo em 3 lojas, de entrevistas com trabalhadores e sindicalistas, da análise de processos trabalhistas do TST e de documentos da empresa e sindicais, o artigo chama atenção para 3 aspectos principais: 1) os limites e possibilidades de ação dos trabalhadores que resultam das características do seu processo e organização do trabalho e da política da empresa; 2) as iniciativas sindicais no nível nacional e internacional e seus impactos no Brasil e 3) a judicialização do conflito e o papel da Justiça do Trabalho.</p> <p>Recebido em 31-08-2019</p> <p>Aprovado em 12-12-2019</p> Patrícia Rocha Lemos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 99 110 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.11.p99 A agonia do nacional-popular http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/9587 <p>Partindo do reconhecimento de que vivemos hoje no Brasil uma situação de profunda regressão cultural e derrota dos projetos emancipatórios, esse ensaio pretende refletir sobre o declínio das formas de criação e expressão daquela visão de mundo democrática e historicista que Antonio Gramsci chamou de "nacional-popular". O enfraquecimento dessa representação alternativa da nação é algo que se verifica não apenas por meio de uma análise empírica dos produtos culturais consumidos pela população brasileira, mas pela constatação do rareamento, no âmbito da sociedade civil, dos aparelhos culturais em que atuam os intelectuais na organização de uma concepção de mundo alternativa.</p> <p>Recebido em 25-08-2019</p> <p>Aprovado em 12-12-2019</p> Luciana Goiana Barboza ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-12-21 2019-12-21 56 2 110 118 10.36311/0102-5864.2019.v56n2.12.p110