Revista Novos Rumos http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos <p>A revista <em>Novos Rumos </em>é expressão político cultural do Instituto Astrojildo Pereira desde o início de 1986, quando começou a circular. A revista (assim como o IAP) passou por fases diversas, acompanhando o fluxo do tempo político e cultural, fazendo parte, na sua miudez, da contradição em processo no nosso tempo. Manteve sempre o objetivo de acompanhar, perscrutar e criticar os fundamentos do tempo presente, mas a partir de um campo cultural e de um ponto de vista teórico e metodológico bem delimitado, que é aquele que tem na obra Karl Marx e no projeto da emancipação humana a sua clara origem e referência. Uma rápida consulta às edições publicadas indica como a revista tem se dedicado a apresentar textos teóricos de qualidade, textos que enriquecem o conhecimento da história do marxismo e do movimento operário e revolucionário, textos que esclarecem a necessidade de se afirmar o trabalho como fundamento do ser social do homem, além de artigos de crítica do imperialismo atual, de critica cultural e outras.</p> pt-BR labeditorial.marilia@unesp.br (Marcos Del Roio) labeditorial.marilia@unesp.br (Laboratório Editorial) Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 OJS 3.1.1.2 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Palavra do Editor http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8560 <p>Palavra do Editor Marcos Del Roio.</p> Marcos Del Roio ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8560 Thu, 20 Dec 2018 00:00:00 -0200 Karl Marx - Texto de Engels em junho de 1877 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8570 <p>Nota dos editores: a Revista <em>Novos</em> <em>Rumos</em> faz homenagem aos 200 anos de nascimento de Karl Marx (1818-1883), publicando texto do próprio Friedrich Engels sobre a vida e a obra do pensador alemão.</p> <p>Escrito por F. Engels em junho de 1877. Publicado no Almanaque <em>Volkskalender</em>, Brunswick. Versão para o português – de acordo com a reprodução em espanhol do Instituto de Marxismo-Leninismo adjunto ao CC do PCUS, Editorial: Fundamentos, 1975. As notas dessa edição são de Paulo Douglas Barsotti e Rosa Maria Vieira, originalmente publicadas na Revista <em>Nova Escrita Ensaio</em>, “Marx Hoje”, Edição Especial, n.11-12, São Paulo: Ensaio, 1983 (a propósito dos 100 anos de morte de Karl Marx – 1818-1883).</p> Friedrich Engels ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8570 Thu, 20 Dec 2018 00:00:00 -0200 O Crepúsculo da dialética: Foucault contra Gramsci http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8577 <p>Qual é a relação entre o pensamento de Michel Foucault e aquele de Antonio Gramsci? As teorias do filósofo francês podem ser consideradas uma evolução ou uma involução cultural para aquele que tem em conta os processos de emancipação? O presente artigo analisa, de maneira comparada, as principais categorias dos dois intelectuais. A diferença maior entre eles, não diz respeito apenas ao modo de pensar a transformação da realidade, mas a ideia mesma de realidade. Se em Gramsci podemos observar o esforço de pensar de modo dialético, o juízo de Foucault, ao contrário, parece caracterizado por um modo pré-dialético de conceber o mundo e as suas estruturas. O pensamento de Foucault não corresponde àquela constelação de ideias que emerge após a Revolução de Outubro, parecendo frequentemente colocar-se em oposição a esta. Categorias como “imperialismo”, “capitalismo”, “luta de classe” desaparecem, na verdade, em sua perspectiva. Diversamente das teorias de Gramsci, aquelas esposadas por Michel Foucault mostram uma maior aproximação com o liberalismo e a revolução conservadora do que com o marxismo.</p> Emiliano Alessandroni ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8577 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 Entre superação do parlamentarismo e lutas sociais: a função do direito e as dinâmicas do poder de análise gramsciana do fascismo e do comunismo soviético http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8697 <p>O objetivo do artigo é analisar a questão de como Gramsci, analisando a realidade contemporânea a ele, pensa o nexo entre o parlamentarismo, a sua crise, e o conflito social. Serão analisados três aspectos: os acontecimentos contemporâneos de Gramsci; a relação recíproca entre as categorias de direito, poder e conflito; as grandes tendências que se desenham no espaço da “crise orgânica” do sistema hegemônico mundial.</p> Fabio Frosini ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8697 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 Gramsci e a reforma intelectual e moral http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8653 <p>O objetivo do texto é o de mostrar como a categoria teórica de reforma intelectual e moral tem uma trajetória tortuosa e significados variáveis. A ideia é a de resgatar a noção de reforma intelectual e moral conectada com a noção de senso comum, numa elaboração que começa com Vico. A hipótese, pouco abordada pela literatura, é que há uma incidência relativamente forte do historicismo de Vico na obra de Gramsci, mas com sensível mediação de Sorel.</p> Marcos Del Roio ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8653 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 Notas sobre quatro importantes interlocutores do Gramsci dos Cadernos do Cárcere: o marxista Labriola e os antimarxistas Croce, Gentile e Sorel http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8552 <p>Este artigo discute quatro importantes interlocutores do Gramsci dos <em>Cadernos do Cárcere</em>, a saber: Antonio Labriola (marxista) e Benedetto Croce, Giovanni Gentile e Georges Sorel (antimarxistas). O objetivo é tão somente divulgar algumas notas sobre esses quatro&nbsp;“interlocutores”, uma vez que a grande maioria dos textos desses autores não foi publicada no Brasil. Sem dúvida são vários os autores com os quais Gramsci “dialogou” na prisão. Não é nenhum descaso aqui não discutir, por exemplo, a fundamental influência de Lênin ou a recusa gramsciniana aos fundamentos positivistas-mecanicistas da obra de Bukhárin.</p> Tatiana Fonseca ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8552 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 Leituras marxistas de Caio Prado Junior: breves apontamentos http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8553 <p>O artigo faz breves apontamentos sobre leituras marxistas da obra de Caio Prado Junior, reconstituindo historicamente a própria recepção do pensamento de Marx no Brasil, dado que cada autor marxista viveu e escreveu de acordo com o que se conhecia da obra do pensador alemão no Brasil – ou já publicada primeiramente na Europa – desde o início do século XX. &nbsp;</p> Luiz Bernardo Pericás ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8553 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 Revisitando o populismo: o caso argentino http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8554 <p>Este artigo visa discutir o populismo sob o viés da afirmação e conquista de direitos da classe trabalhadora, em desacordo com determinados estudos que ressaltam a manipulação e as insuficiências das lutas sociais no período em que o populismo clássico esteve em cena. Para isso, desenvolvo uma reflexão centrada no caso argentino, objetivando entendê-lo na sua complexidade e nos seus desdobramentos posteriores. Interessa-me destacar o caráter orgânico popular dos movimentos que foram, e ainda são pensados em torno dessa chave conceitual. Quando possível, intento comparações com a realidade brasileira.</p> Iuri Cavlak ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8554 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 O fim da democracia burguesa http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8555 <p>Democracia ou ditadura. Parece ser esse o dilema que predomina entre o pensamento de esquerda, atualmente. Sendo estas as opções, defender a democracia torna-se uma escolha óbvia. Porém, do ponto de vista dos interesses mais essenciais da classe trabalhadora, o dilema não é esse, mas: democracia/ditadura ou liberdade plena (comunista). No sistema capitalista, democracia ou ditadura são formas políticas de que o capital lança mão em momentos diferentes, mas sempre preservando os seus interesses. A própria crise atual que, pela dinâmica do capitão, se torna cada vez mais aguda, demonstra que os espaços democráticos são cada vez mais reduzidos. Deste modo, para os revolucionários, é imperativo deixar bem claro que a verdadeira liberdade humana está para além da democracia e, obviamente, para além do capital.</p> Ivo Tonet ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8555 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200 Ideais estéticos e políticos em disputa pelos artistas figurativos e abstratos no Brasil dos anos 1950 e 1960 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8556 <p>Após uma década e meia de visibilidade (1930-1945), a arte social figurativa perdia espaço para a arte abstrata que contava com o apoio da Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica) e profissionais associados à instituição, como Mário Pedrosa. Durante os anos 1950 e início dos 1960, várias foram as divergências e o debate se intensificou entre essas duas tendências. Foi nesse contexto que seis artistas assinaram, na cidade do Rio de Janeiro, o “Manifesto dos Artistas Modernos Independentes” (1960), em uma evidente referência ao “Manifesto por uma Arte Revolucionária Independente” (1938). Reivindicavam a permanência deles e da arte figurativa no mundo das artes, e portanto, tinham como propósito chamar a atenção dos críticos, jurados dos salões e contratantes de um modo geral. Tal fato evidencia um período de disputas internas pela adoção da estética ideal, além da legitimação e consagração dos artistas, em uma época de grandes mudanças dos referenciais artísticos.</p> Graziela Naclério Forte ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/8556 Sat, 22 Dec 2018 00:00:00 -0200