DECLÍNIO COGNITIVO E DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO INSTITUCIONALIZADOS: POSSIBILIDADES DE CORRELAÇÃO

  • Aline Murari Ferraz Carlomanho Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC - Unesp
  • Edvaldo Soares Departamento de Psicologia da Educação - FFC - Unesp
  • Sebastião Marcos Ribeiro de Carvalho Departamento de Psicologia da Educação - FFC - Unesp

Resumo

Introdução: Indivíduos idosos se encontram no último estágio do ciclo vital no qual, naturalmente e progressivamente, ocorre declínio de diversas funções. O aparecimento de episódios depressivos, apontado como um dos fatores de risco para o declínio cognitivo, é comum nessa fase da via. Objetivos: Verificar a existência de correlação entre declínio cognitivo (DC) e depressão em população idosa. Métodos e Procedimentos: Foram sujeitos da pesquisa 48 idosos, subdivididos em 4 grupos: 1) Idosos Institucionalizados participantes das atividades desenvolvidas no projeto “Memória e Envelhecimento Humano” aplicado em uma ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos); 2) Idosos Institucionalizados não participantes das atividades desenvolvidas no projeto “Memória e Envelhecimento Humano”; 3) Idosos não institucionalizados participantes da UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) da Unesp – Marília SP e freqüentadores das oficinas de memória; 4) Idosos não institucionalizados participantes da UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) e não freqüentadores das oficinas de memória. Os dados referentes à capacidade cognitiva e ocorrência de episódios depressivos foram levantados a partir da aplicação dos seguintes instrumentos: Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Inventário Beck de Depressão, Instrumento para avaliação de estado geral de saúde e Ficha para levantamento de dados acerca do sujeito. Resultados: Considerando o total de sujeitos, 8,3% apresentaram indicação de declínio cognitivo; 47,9% não apresentaram indicativo de depressão, 33.3% depressão leve, 4,2% depressão leve a moderado e 14,6%  depressão moderada a severa. Idosos menos escolarizados apresentaram um maior declínio cognitivo e incidência de depressão. Não houve diferença nos escores das populações participantes das atividades desenvolvidas no projeto “Memória e Envelhecimento Humano” e nas oficinas de memória em relação aos que não participam. Os resultados indicaram que há correlação entre declínio cognitivo e aumento de depressão. Considerações Finais: As avaliações mostraram que a idade influencia negativamente a cognição e que com o aumento da depressão pode ocorrer uma diminuição da capacidade cognitiva. A influência das oficinas de memória e das atividades desenvolvidas na ILPI ainda não foi verificada nesta amostra.

Palavras-Chaves: Envelhecimento Humano, Depressão, Declínio Cognitivo

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Aline Murari Ferraz Carlomanho, Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC - Unesp
Graduanda em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Filosofia e Ciências - Unesp de Marília SP. 
Edvaldo Soares, Departamento de Psicologia da Educação - FFC - Unesp
Doutor em Neurociências e Comportamento. Docente do Departamento de Psicologia da Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC - Unesp - Marília SP(Orientador)
Sebastião Marcos Ribeiro de Carvalho, Departamento de Psicologia da Educação - FFC - Unesp
Docente do Departamento de Psicologia da Educação (DPE) da Faculdade de Filosofia e Ciências, Campus de Marília, UNESP; pesquisador integrante do Grupo de Pesquisa Deficiências Físicas e Sensoriais, Departamento de Educação Especial_UNESP / Campus de Marília-SP. Mestre em Medicina Interna e Terapêutica pela Universidade Federal de São Paulo e em Energia na Agricultura pela Faculdade de Ciências Agronômicas-UNESP. Doutor em Energia na Agricultura pela Faculdade de Ciências Agronômicas-UNESP. (Co-Orientador)
Publicado
2013-10-08