A PSICANÁLISE PARA FOUCAULT: ONTOLOGIA OU HERMENÊUTICA?

  • Carolina de Souza NOTO
Palavras-chave: Foucault. Psicanálise. Ontologia. Hermenêutica. Finitude.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo discutir o estatuto que Foucault confere à psicanálise.
Em As palavras e as coisas, de 1966, Foucault condena todo tipo de reflexão que procura conferir
estatuto ontológico à finitude humana. Nesse sentido, faz-se necessário investigar se a crítica que
Foucault endereça à psicanálise depois de 66 se dá nos mesmos termos que a crítica feita às analíticas
da finitude. Ou seja, trata-se de entender se a acusação de que a psicanálise não passa de mais um
“dispositivo de sexualidade” a serviço do biopoder está fundada na ideia de que a psicanálise supõe
uma ontologia. A ideia da psicanálise como ontologia, contudo, é uma tese recusada por Foucault em
alguns escritos da década de 50 e 60. Nesse período, o filósofo defende que a psicanálise é antes de
tudo um método hermenêutico e não uma teoria geral sobre o homem. Assim, se é verdade que as
teses genealógicas finais de Foucault sobre a psicanálise se fundamentam na visão da psicanálise como
ontologia, deparamo-nos com um problema: afinal, a psicanálise, para Foucault, consiste ou não numa
teoria sobre o ser do homem?

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Biografia do Autor

Carolina de Souza NOTO

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Publicado
2016-02-16
Seção
Artigos/Articles