Schopenhauer e a topica admirationis: sobre a origem da filosofia

  • M. R. Engler Professor adjunto do Departamento de Teoria e Fundamentos da educação (DTFE), da Universidade Federal do Paraná -UFPR. https://orcid.org/0000-0001-6752-259X
Palavras-chave: Schopenhauer, Admiração, Metafísica, Platão, Aristóteles.

Resumo

No texto A necessidade metafísica do homem, Schopenhauer elabora importantes considerações sobre sua metafísica imanente e, na ânsia de explicar por que o homem filosofa, alia-se a uma longa tradição de pensadores que veem na admiração (thaumázein) o impulso (Anstoß) metafísico do homem. Ele reinterpreta assim as duas mais famosas sentenças sobre o tema (Platão e Aristóteles) consoante o tom fundamental de sua filosofia. A origem da filosofia torna-se o resultado de fenômenos como a separação entre Vontade e intelecto e a constatação de que o mundo que agora é poderia perfeitamente não ser. A isso se unem a contemplação dos males do mundo e a consciência da finitude humana (morte). No fim, desse conjunto de fatores emergem os sistemas metafísicos e religiosos. Este artigo comenta detidamente essas ideias, sua relação com os filósofos antigos e a originalidade da reinterpretação de Schopenhauer.

Recebido: 18/12/2017
Aceito: 26/09/2019

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Biografia do Autor

M. R. Engler, Professor adjunto do Departamento de Teoria e Fundamentos da educação (DTFE), da Universidade Federal do Paraná -UFPR.

Graduado, mestre e doutor em filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com estágio na Universidade Católica Portuguesa (Braga) e na Philipps Universität (Marburg). Atualmente é professor no Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação - UFPR.

Publicado
2019-09-27
Seção
Artigos/Articles